Se sua empresa vende em Mercado Livre, Shopee, Magalu, Temu, TikTok Shop ou Amazon, você já viveu essa cena: o relatório de vendas mostra um valor, e o dinheiro que efetivamente caiu na conta é outro — quase sempre menor, e sem uma explicação clara do porquê. A diferença não é erro do marketplace: é comissão, frete, imposto retido, estorno, chargeback e taxa de antecipação, tudo somado numa única linha do extrato que ninguém consegue decompor manualmente. É exatamente esse problema que a conciliação financeira de marketplace resolve: confirmar, pedido a pedido, quanto realmente foi recebido depois de todos os descontos do canal.
Não é exagero: marketplaces já devem responder por 87% da receita do e-commerce B2C global em 2026, num mercado brasileiro que faturou R$ 235,5 bilhões em 2025. Como aponta Flávia Santilli, CFO da After Click, em artigo no E-Commerce Brasil, pequenos desvios não monitorados em cada canal "se acumulam ao longo do tempo, reduzindo a margem sem que ninguém perceba" — exatamente o efeito silencioso que uma conciliação automática existe pra eliminar.
Pedido não é financeiro
O primeiro passo pra resolver isso é separar dois conceitos que parecem iguais mas não são: o pedido é o que foi vendido (produto, quantidade, valor de tabela); o financeiro é o que efetivamente entrou de dinheiro, já líquido de todas as deduções do marketplace. Uma planilha que só olha pedidos nunca vai bater com o extrato bancário — e é exatamente aí que a maioria das distribuidoras perde a visibilidade real da margem.
Por que fazer isso manualmente não escala
Baixar relatório de cada marketplace, abrir em planilha, cruzar com pedido e comparar com o extrato funciona quando você vende algumas dezenas de pedidos por mês. A partir de algumas centenas, o trabalho manual passa a consumir horas por semana de um analista financeiro — e ainda assim, casos como estorno parcial ou frete cobrado em duplicidade costumam passar despercebidos, porque cada marketplace documenta esses eventos de um jeito diferente.
O que uma conciliação de marketplace automática realmente precisa fazer
- Baixar pedido e financeiro na mesma base — o pedido dá o produto/SKU, o financeiro confirma o que realmente foi recebido; sem os dois juntos, não dá pra saber qual produto teve qual margem de verdade.
- Separar cada encargo (comissão, frete, imposto, taxa de antecipação) em vez de jogar tudo dentro de "outros" — é isso que permite identificar se a margem caiu por causa de frete mal precificado ou de comissão mais alta numa categoria específica.
- Tratar estorno e chargeback como eventos próprios, não como venda cancelada genérica — o valor que volta pro comprador quase nunca é o valor cheio da venda, e essa diferença precisa aparecer explicada, não sumir.
- Rodar sozinha, todo dia — conciliação que depende de alguém lembrar de rodar todo mês já nasce atrasada.
O caminho mais rápido
É por isso que existe o Recebi?, produto da Rheostec: ele automatiza a conciliação de marketplace ponta a ponta, conectando direto na conta de cada canal, baixando pedido e financeiro automaticamente, calculando margem real por venda e mostrando exatamente onde cada real do valor "some" entre a venda e o recebimento — sem planilha, sem depender de alguém lembrar de rodar o processo. Veja também o impacto silencioso que isso tem na margem quando ninguém está olhando.
Quer ver quanto da sua margem está escondida entre o pedido e o extrato?
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